Vice-prefeita do Recife debate relações entre Brasil e China no 1º Congresso Internacional de Direito e Economia Política Internacional, coordenado pela Universidade Mackenzie (SP)

Painel com Isabella de Roldão tratará das Relações sino-brasileiras sob a ótica do federalismo e da paradiplomacia. Será na próxima quarta-feira (16/6), a partir das 19h. (Foto: Brenda Alcântara/PCR)

A vice-prefeita do Recife, Isabella de Roldão, será uma das palestrantes do 1º Congresso Internacional Direito e Economia Política Internacional, que tem como tema Reflexões sobre a China contemporânea. O evento é promovido pelo Programa de Pós-graduação em Direito Político e Econômico (PPGDPE) da Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo junto com um pool de instituições brasileiras e internacionais. Isabella participará, de maneira remota, no painel As relações sino-brasileiras sob a ótica do federalismo e da paradiplomacia, marcado para a quarta-feira (16), a partir das 19h. 

Além da vice-prefeita, também estarão no debate o governador do Maranhão, Flávio Dino; o governador do Piauí, Wellington Dias; a professora da Universidade Federal da Paraíba Liliana Froio e o assessor internacional da Prefeitura de São Paulo, Bruce Campos. A mediação será do professor João Cumarú, integrante do Instituto de Estudos da Ásia da UFPE e Assessor Especial da Secretaria de Meio Ambiente de Pernambuco.

“É uma satisfação imensa participar de um evento que busca aprofundar o conhecimento sobre esse gigante que é a China, a segunda maior economia do mundo, com uma rica história milenar. Temos muito a intercambiar e a aprender com o modelo de desenvolvimento dessa nação, que saiu da pobreza para se tornar uma potência global em cerca de 70 anos. Uma cultura que também vem contribuindo para a pluralidade do nosso País através da migração. Somente em Pernambuco, há uma comunidade de mais de 8 mil chineses, a maior do Nordeste. Nossas trocas comerciais, no entanto, ainda têm muito a crescer, sobretudo em setores de alto valor agregado, como os de tecnologia e energias renováveis. Estamos trabalhando para isso através das nossas interações com o atuante consulado da China no Recife”, diz Isabella de Roldão, que é Coordenadora Estratégica das Relações Internacionais da Prefeitura do Recife.

O Congresso Internacional Direito e Economia Política contará com 11 painéis temáticos ao longo da semana, com tradução simultânea. As atividades começam no dia 14 e vão até o dia 18 de junho. As inscrições são gratuitas e estão abertas até o primeiro dia do evento, no site: even3.com.br/lipeconference. No endereço, também é possível conferir a programação completa. 

Entre outros grandes nomes nacionais e internacionais, também estarão presentes no Congresso o diplomata e ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, Qu Yuhui, Bingchun Meng, Shi Yi, Izabella Teixeira, Karin Costa Vazquez, Elias Jabbour, Evandro Menezes, Isabella Weber, Ildo Sauer, Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, Sérgio Quadros, Sérgio Sauer, Carlos Aguiar de Medeiros, José Bertotti, Miguel Stédile, Vijay Prashad, Gyud Moore, Hongsong Liu e Luis Antonio Paulino.

MILAGRE CHINÊS

Com uma dinâmica econômica interna alavancada, principalmente, por investimentos públicos em infraestrutura, a estratégia de desenvolvimento da China gerou um crescimento sem precedentes. Nas últimas quatro décadas, o país asiático tem tido a melhor performance econômica no mundo: seu Produto Interno Bruto (PIB) cresceu mais rápido, e ainda, por mais tempo do que qualquer outra economia na história, o que por si só torna relevante e pertinente a investigação e reflexão acerca de sua trajetória de desenvolvimento econômico, tanto no que diz respeito às suas mediações internas, quando externas. Em 2020, o crescimento do PIB da China subiu 2,3%, contrariando a expectativa do Fundo Monetário Internacional (FMI), que projetava alta de 1,9%. O resultado positivo, único no mundo no contexto da covid-19, foi recuperado nos últimos meses do ano, após queda de 6,8% no início da pandemia. Mantendo esse ritmo, a projeção é que a economia chinesa ultrapasse a dos Estados Unidos em 2028, cinco anos antes do previsto, segundo o Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios (CEBR).

Diante desse cenário, o congresso busca, além de refletir sobre a economia chinesa, ser também mais uma plataforma de intercâmbio de pesquisas e formulações acerca do processo de desenvolvimento chinês e suas interseções entre Estado, economia, planejamento e mercado. Para isso, congrega uma série de pesquisadores e programas de pós-graduação brasileiros e estrangeiros. O evento ainda tem o objetivo de oportunizar e estimular a produção em língua portuguesa sobre o tema, com o recebimento, avaliação, organização e publicação de trabalhos acadêmicos.

Além da organização da Mackenzie, a iniciativa conta com o apoio de várias instituições de ensino brasileiras e internacionais, incluindo a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFFRJ), Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), Universidade Federal do ABC (UFABC), O.P Jindal Global University, Instituto de Estudos da Ásia, Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidad Nacional de Mar del Plata e Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (FGV Rio).

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