Parlamentares pedem anulação da eleição para o Comdica

Vereadores de diversas bancadas da Câmara do Recife foram unânimes em criticar a eleição de conselheiros para o Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente – Comdica – semana passada. Marília Arraes (PSB) puxou o coro de descontentamento. Para ela “a eleição foi uma verdadeira aberração, com urnas desaparecidas, compra de votos, cédulas eleitorais previamente assinadas”.

Marília insistiu que a Câmara deveria cobrar uma atitude do Ministério Público na apuração dessas irregularidades, considerando a possibilidade de anulação. Por isso ela vai realizar na próxima sexta-feira uma reunião pública para debater o assunto. Michele Collins (PP) concorda com a colega e foi mais além sugerindo que a eleição seja impugnada e refeita com urnas eletrônicas. Já Isabella de Roldão (PDT) opinou que a eleição foi desmoralizada do começa ao fim. “Havia pessoas comprando votos dentro das salas e isso precisa ser apurado”.

Henrique Leite (PT)  disse que não houve eleição e sim uma fraude,  com listas falsas, compra de votos e desaparecimento de urnas. “Acompanhei o processo e pude ver de perto como foi. Não podemos responsabilizar apenas a Prefeitura. A sociedade precisa assumir sua parcela de responsabilidade civil, pois o Comdica não é só da PCR”. Wanderson Florêncio (PSDB) disse que pode perceber as irregularidades. “Essa Casa pode colaborar com o processo protestando contra”.

Eriberto Rafael (PTC) disse que nas redes sociais há muita cobrança de posicionamento da Câmara do Recife. Para ele, é preciso acompanhar esse processo porque o Conselho trabalha diretamente com crianças e adolescentes. Davi Muniz (PROS) disse que esteve várias vezes no Comdica e alertou para que isso não acontecesse. Disse ainda que achou diversos erros na condução do processo. “Acompanhei a eleição e o Ministério Público estava lá, mas não tomou nenhuma atitude”.

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