O nosso sagrado

Pensar nos meus sonhos e desejos me deixa ainda mais admirada. Quantos lugares me cabem? Quantos a outros não pertenço? Quantas possibilidades me provocam? A tantas outras não me aguçam os sentidos. Como me percebo querendo e podendo fazer tantas coisas que há poucos anos não me apercebia? Incrível o processo de maturidade e maturação!
Me provoco a refletir e perceber quantas mulheres me formam, me inspiram, me completam? Nem consigo contar.
Sou tantas. Sou todas.
O meu feminino saúda o feminino que há em você: que há em nós.
Gratidão a todas as minhas antecedentes, que ousaram abrir caminhos até então negados e proibidos.

Visito lugares que me fazem vibrar de alegria, de emoção. Visito outros que me angustiam, me provocam a reflexão.

Assim, sigo minha vida de descobertas do que me dói e do que me faz feliz.
Assim, sigo vibrando e agradecendo as mulheres, inomináveis mulheres, que me alimentam e energizam no mundo ainda desconhecido. No nosso mundo (por debaixo do mundo), onde nos encontramos igual raízes profundas em busca de água.

Somos mais do que nos mostram os nossos galhos, as nossas folhas, as nossas flores, os nossos frutos.
Somos raízes profundas que nos permitem desbravar o mundo subterrâneo, com tamanha energia que nem sempre conseguimos perceber, mas a força está lá, está aqui, está em nós.

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