Gabinete da vice-prefeita Isabella de Roldão recebe segunda edição da mostra Elas Pintam o 7

Abertura da nova temporada será dia  1º de julho a partir das 11h

Fotos: Brenda Alcântara

A vice-prefeita Isabella de Roldão abre as portas de seu gabinete, no dia 1º/7, para a segunda edição da mostra coletiva Elas Pintam o 7.

Nesta temporada, as artistas convidadas são Suzana Azevedo, Nara Cavalcanti, Julieta Pontes, Luciene Torres, Diana Pernambucano, além das homenageadas in memorian, Sônia Malta e Sylvia Pontual. 

Registro de uma realidade e de um tempo, parte das telas revela desta vez a inquietação com a pandemia. “A arte se tornou um meio de catarse para as angústias do isolamento. Ancoramos a oportunidade de não separar a arte da política, por meios que lhe são próprios”, explica a curadora da exposição, Ana Veloso. 

A mostra, que nasceu do propósito de dar visibilidade ao trabalho de artistas pernambucanas, inspira-se em temas diversos que permeiam o universo feminino. Afinal, são 7 mulheres, 7 histórias de vida, 7 perspectivas artísticas reunidas para provocar, dialogar e “Pintar o 7” no 7º andar da Prefeitura do Recife, onde está instalado o gabinete da vice-prefeita da cidade.

Para possibilitar essa diversidade, a cada três meses, o grupo de artistas é renovado, com a intenção de evidenciar distintas produções em defesa da igualdade na arte e na política. “Me sinto muito honrada em receber essas sete mulheres que chegam ao gabinete para pintar o 7 no 7º andar. Sou grata pelas suas artes e habilidades, além da disponibilidade em emprestar um pouquinho do tanto que elas são para nossa sala. Meu grande desejo é que as pessoas que aqui adentram se identifiquem com as obras e conheçam um pouco mais das nossas mulheres artistas, das suas obras, das suas inspirações, do que elas são!”,  destaca a vice-prefeita Isabella de Roldão. 

Na temporada passada do projeto, pintaram o 7 no gabinete da vice-prefeita a própria Ana Veloso, Ana Vaz, Margot Monteiro, Marisa Lacerda, Thina Cunha, Maria Carmen e Tereza Costa Rêgo, as duas últimas também in memorian. 

A abertura da nova mostra ocorre com um bate-papo virtual da vice-prefeita com as artistas, a partir das 11h do dia  1º/7.

Nara Cavalcanti

Ainda criança começou a estudar na Escolinha de Arte do Recife, mas depois passou alguns anos afastada das atividades artísticas. Em 2013, reiniciou seu trabalho artístico. Estudou escultura, linotipia e litogravura em escolas recifenses, além de pintura a óleo. Nara passou por escolas em Florença,  na Itália, e em Giverny,  na França. Participou de exposições nacionais em Recife (2013, 2014, 2015, 2016, 2017, 2018 e 2019) e em Belo Horizonte (2019). Fora do país, esteve em mostras em Paris (2017), Milão e Caravaggio,  na Itália (2018), e Frankfurt, na Alemanha (2014).

Suzana Azevedo

Susana Azevedo possui graduação em Educação Artística pela Universidade Federal de Pernambuco (2003), tendo, durante o curso, participado de intercâmbio com a Universidade de Salamanca – Faculdade de Belas Artes, como bolsista do governo espanhol. É mestre em Poéticas Visuais pela Faculdade Santa Marcelina (São Paulo, 2012) e membro efetivo da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas. Ganhou o Prêmio Mulher Tacaruna (Recife, 2014) na categoria Cultura. Suzana desenvolve pesquisas em Poéticas Visuais e tem realizado diversas atividades na área, como a exposição Corporeoextracorpóreo, realizada no Museu do Carmo, em Lisboa e a exposição na Akademia Sztuk Pieknych, em Lodz, na Polônia, ambas em março de 2020. Atualmente, participa da exposição “Un Ballo in Maschera pelo Chiado, Carmo e Paris”, no Museu Arqueológico do Carmo, em Lisboa. E depois já segue para Évora, Lodz-Polônia, Paris e Florença.  

Luciene Torres

Luciene Torres, artista visual e designer social, é mestranda e bolsista de pesquisa da Capes, participou de várias exposições coletivas e individuais no Brasil e no exterior. Participou também de vários salões de artes. As últimas participações em coletivas foram em 2019, na Exposição OVO – Villa Ritinha – Recife; em 2017, na Cow Parade Recife e na Expo Fotografia DELAS#4 – A Casa do Cachorro Preto, em Olinda. A artista foi destaque e recebeu alguns prêmios, com destaque para o TOP XXI de Design – Promoção do Design no Brasil – Rio Janeiro, RJ (2016) e o Prêmio Economia Criativa Ministério da Cultura (MINC) – Brasília, DF (2013).

Julieta Pontes

A artista plástica Julieta Pontes diz que se apaixona a cada série e exposição. “Tem que amar, se apaixonar e sofrer. Esse é o processo”, acredita. Vinda de escola acadêmica, ela se considera uma artista de gosto eclético e conta ter sofrido influência de várias escolas. Sua obra é o resultado de uma avaliação geral do sentimento artístico. Seu trabalho chama atenção pelas cores fortes e traços vigorosos, resultando numa mescla de textura e elementos estéticos que dirige o observador para dentro da obra e para a introspecção. Tendo realizado exposições na França e Estados Unidos, Julieta Pontes acha que ainda há muito por fazer e que o seu desejo de realizar aumenta a cada dia. 

Diana Pernambucano

Artista formada em Licenciatura em Artes Plásticas na UFPE nos anos 80, a pintora participou de diversos cursos de artes plásticas e desenho e, durante três anos, frequentou o ateliê do Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco, em Olinda. Diana participou de várias exposições individuais e coletivas e, atualmente, tem participado da Exposição de Artes do IMIP. Segundo ela, sua arte abstrata se expressa através do uso de cores e traços geométricos, de modo que a obra estabelece uma composição harmônica, muitas vezes assimétrica.

Sônia Malta

Sônia Malta era reconhecida, acima de tudo, como ecológica no seu modo de ser artista brasileira. No seu tropicalismo. Não só em relação às cores vivas, quanto às cordas, fibras e caroás. A artista, que nasceu em Garanhuns, ainda criança, conviveu com indígenas em Águas Belas. Lá, pôde aprender e experimentar a arte nativa dos índios e foi com a tribo Fulni Ô que teve seu primeiro contato com as cores. A estética de suas obras estão carregadas de brasilidades e trazem elementos da flora e da fauna do Brasil. Foi na tapeçaria e na pintura que Sônia encontrou a sua grande paixão e a maneira de se expressar artisticamente. Ela participou de várias exposições pelo Brasil e teve seus trabalhos apresentados em diversas publicações artísticas do País.

Sylvia Pontual

Década de 60. Em Pernambuco, particularmente no Recife, vivia-se uma época de grande efervescência política e renascimento cultural e artístico. É nesse cenário que a artista plástica Sylvia Pontual surge profissionalmente. Contemporânea de grandes talentos como Marisa Lacerda, Tereza C. Rêgo e Guita Charifker, fez parte dos movimentos artísticos da Ribeira, Oficina 154 e Oficina Guaianases de Gravura. Também participou de inúmeras exposições coletivas e individuais. A artista esteve por oito anos à frente do  Museu do Estado de Pernambuco.

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